Ser poliglota de si mesmo
Ler é uma forma de estar presente. Não apenas no sentido literal, mas na conversa interna que se reorganiza diante de um livro, uma paisagem, uma tela. Quem é um eterno leitor descobre continuamente que há mais significados do que se supunha.
Por isso, este blog existe para aproximar referências que, à primeira vista, parecem ocupar formatos distintos: livros, filmes, ideias, práticas, paisagens. Trata-se de um glossário particular de experiências e repertórios, um índice em construção que folheia a multiplicidade de significados.
Há quem observe corpo, pensamento e imaginação como capítulos isolados. A recusa dessa lógica é o ponto de partida deste espaço. Movimento e reflexão coexistem aqui. Arte e vitalidade se fortalecem mutuamente.
Esse exercício não fica limitado à página impressa. O ambiente digital é um desses livros sem orelha nem sumário: as páginas existem, mas a orientação precisa ser construída. Ou reconstruída. Daí a necessidade de letramento digital. Algoritmos atuam como marca-texto antes que o próprio leitor perceba esse recorte. O que parece escolha é, muitas vezes, direcionamento.
A tentativa de interromper esse fluxo sem precisar sair dele, de recuperar a posição de quem lê em vez de ser lido, também orienta este projeto.
Buscar nem sempre é alcançar. Parte do que foi produzido não desapareceu. Fora do alcance dos originais, perdem-se também as perguntas que só eles tornam possíveis. Ler apenas o que está disponível é, no limite, aceitar que a forma de acesso determine o alcance do pensamento.
A biblioteca que me forma tem seções acadêmicas: quatro graduações, um mestrado em culturas midiáticas e dois MBAs. E prateleiras inteiras que chegaram por prazer, por acaso, por mãos de quem me lê. Minha disciplina parte da ideia de que sabedoria e criatividade nascem da indisciplina.
Viver aquilo que merece ser registrado. Assim se lê o mundo.
Marcador de página
Um bom diário não tenta registrar tudo. Ele escolhe o que merece ser observado. Este espaço parte da mesma premissa: em vez de perseguir cada novidade, procura compreendê-la. Os temas são diversos, mas a orientação é a mesma: relevância antes de urgência.
Índice
Minha presença digital se organiza a partir de quatro eixos: serenidade, vitalidade, disciplina e criatividade. A serenidade oferece clareza em meio ao excesso de estímulos. A vitalidade sustenta movimento e presença. A disciplina transforma intenção em realização sem reduzir a vida à lógica da aceleração. E a criatividade conecta tudo isso, aproximando referências, reorganizando repertórios e abrindo espaço para novas formas de perceber o mundo.
Quem
Charles Cadé – Apenas o sol esquenta minha cabeça: tenho o corpo solto, mente aberta e espírito livre. Sou pé no chão, gosto de praticar atividade física ao ar livre.
Dou muito trabalho. Minhas múltiplas formações garantem meu pão (integral) e leite (vegetal). Tenho 4 graduações (entre elas gestão ambiental), dois MBAs (gestão de projetos e gestão ambiental) e mestrado em culturas midiáticas.
Mantenho os olhos abertos para descobrir lugares, experiências, conhecimentos, culturas e seres de outro mundo que aqui habitam. Cada encontro me aproxima de quem sou.
Na mochila, carrego garrafa d’água, atlas, ingresso para cinema, livro e fone de ouvido. Essa é a vida que levo.
Outras páginas
Leitura de jogo
Este projeto existe para falar sobre equipes que demonstram ser possível competir e encantar ao mesmo tempo. O critério é sempre o mesmo: postura competitiva e jogo limpo. Porque a forma de vencer também importa.
Central
Viajar pode significar muito mais do que mudar de cenário. Quando há envolvimento com o lugar visitado, a experiência deixa de ser apenas deslocamento e passa a produzir novas perspectivas. Este projeto aborda diferentes formas de viver essa experiência, de viagens curtas a temporadas no exterior.
